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1 de fevereiro de 2013

Boys don't cry


Hoje apresento-vos um dos meus filmes preferidos de sempre, Boys don't cry ou Os rapazes não choram no título português. Com a fantástica representação da  actriz Hilary Swank que ganhou um Óscar de melhor actriz com o papel e baseado em factos verídicos esta longa metragem tocou-me de uma forma que poucos filmes conseguem.
Resumidamente Boys don't cry relata-nos a vida de uma mulher que não o é na sua cabeça, sem dinheiro para mudar oficialmente de sexo "este" vive com uma identidade falsa fugindo à policia, o primo com quem mora expulsa-o de casa farto dos seus problemas e engates,  Brandon vai então até um bar aonde acaba por conhecer um grupo de pessoas que o acolhem na sua casa, apaixona-se por Lena e aos poucos o seu segredo é descoberto. Não vos vou revelar mais nada pois assim faz mais sentido se virem o filme.
É das histórias mais comoventes que vi, de uma grande frieza e com uma verdade "nua e crua".
Acho que conseguimos tirar informações valiosas e uma grande lição sobre a transsexualidade, muitas vezes vista como uma "loucura" e confundida com homossexualidade é muito mais complicado do que isso, é ter nascido no corpo errado e lutar contra a nossa própria natureza. Eu que me considero liberal e bem compreensiva com coisas do género aprendi com a vida de Brandon e imagino que pessoas com muita menos informação que eu consigam mudar um pouco as suas ideias estereotipadas, só por isso este filme já valeu a pena. Por outro lado é uma homenagem a esse homem que lutou contra tudo e contra todos numa América interior e conservadora. Altamente recomendado.

With love, S

24 de janeiro de 2013

Midnight in Paris

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Um amigo disse-me para ver. Argumento: sou eu, num filme. 
Vais ver? Ok. Não deve ser mau, afinal é o meu amigo em filme. 
Gostei. Porquê? Sei lá. Porque é bonito, talvez. 
A história de um homem que não tem limites. Noivo de uma mulher sem graça. É pena. Ele tem um mundo de sonhos. Ela tem um mundo de roupas caras. Desapaixona-te caramba, primeiro desejo que tive ao ver aquilo.
 À meia noite em ponto, encontro nos anos 20. Os loucos anos 20. Loucas paixões, loucas palavras e loucos sorrisos. Um encontro de artistas, doidos mas sensatos. É tudo uma maravilha. Mas afinal o tempo dele não é este. 
De volta ao presente. À mulher não volta. Há pessoas que não valem a pena. Ela. Mas de volta ao nosso tempo. Afinal agora também existem paixões loucas, palavras loucas e sorrisos loucos. Mas são loucos depois de serem outra coisa. E a loucura só vale a pena acima de tudo. 
Paciência. Cá se há de arranjar com as coisas de agora. Para darem sentido ao presente. 
Mas o quê? Amor.
 Esse continua igual em todos os tempos, basta encontrar alguém. Alguém que goste de andar à chuva, em Paris, à meia noite.

With love, S

19 de janeiro de 2013

The dreamers



Um filme controverso, talvez mal entendido. Eu adorei.
Paris no final dos anos 60 como pano de fundo.
Filosofias baratas e muito cinema à mistura.
Dois irmãos, gémeos. Siameses, ligados pela loucura.
Matthew, um americano a estudar em paris, deixa-se cair na teia de amor e obsessão dos dois irmãos.
Mas nem tudo parece o que é. Comprova-o quando vai para a cama com Isabelle.
Afinal ainda há esperança.
Não há nada.
Isabelle larga-lhe a mão bruscamente para correr ao lado de Theo (o seu irmão) e da sua demência.
Quase que se matava, a ela e aos dois companheiros de pecado. 
No fundo é uma menina mimada e o irmão também, só isso. Simplesmente isso. Duas crianças grandes com caprichos sem fundamento.
Falsos intelectualismos e falsos sonhos.
Não há amor, só desejo.Não há vida, só corpos quentes.

With love, S

ps: este texto já tinha sido publicado no meu antigo blog, apenas o aperfiçoei e alteri umas pequenas coisas. os meus textos preferidos ou que ache mais interessantes para vocês vão provavelmente vir parar ao Avenue com algumas mudanças.